Serve o presente para acusar a recepção do e-mail que me dirigiu, (cujo teor abaixo se vai reproduzindo), enviado para o endereço de e-mail geral da minha empresa.
Face ao exposto cumpre-me o direito de efectuar a tão esperada resposta por parte de V.Exª pela mesma via, utilizando não só os meus espaços, mas também os seus endereços e endereços gerais do seu local de trabalho.
Não é a primeira vez, que V.Exª, envia e-mails para o local de trabalho da signatária, com o objectivo de prejudicar e denegrir a imagem desta, obrigando inclusive o Administrador de Sistemas a bloquear endereços de e-mail que V.Exª criou para esse efeito.
Não me surpreenderia, que negasse a autoria desses e-mails, bem como das chamadas telefónicas que realizou, quer para números pessoais, quer para números profissionais da signatária, uma vez que já se tornou habito, V.Exª negar a autoria desses factos.
A signatária, reserva-se por norma ao direito de não lhe dar resposta, contudo por vezes a sua elevada insistência acaba por ditar os seus frutos, como é o caso.
Este é um assunto que não faz qualquer sentido, sendo que as intervenientes nem sequer se conhecem, pelo que, se não fosse o contorno grave das acções cometidas por parte de V.Exª , o caso seria apenas conotado de caricato pela signatária.
São frequentes as vezes em que a signatária opta por ignorar as suas acções, já que estas não merecem maior importância, contudo como não obtêm qualquer resposta por parte da signatária, congemina as mais grotescas formas de se vitimizar e chamar a atenção para si própria, atribuindo a responsabilidade dos seus actos à signatária ou a terceiros. Mas vamos por partes e de acordo com as contemplações do seu e-mail:
“Venho por este meio comunicar-lhe que você foi longe demais na sua obsessão.”
- Efectivamente como V.Exª sublinha, e muito bem, existe objecto de obsessão de há 3 anos a esta parte, no entanto de forma invertida àquela que V.Exª menciona, registe-se que a signatária recusa-se a ser vítima de uma situação criada por si. Curiosamente, V.Exªs vitimiza-se pelos próprios actos que pratica, o que é uma triste e lamentável figura pela parte que lhe toca. Anui-se que a situação já ultrapassou todos os limites.
“respondeu a anúncios de teor duvidoso em meu nome, dando o meu número de telefone e o meu nome;”
- Ao contrário do que afirma foi V.Exª, que em nome da signatária, respondeu a anúncios de teor duvidoso e facultou contactos e identidades. Presume-se que V.Exª obteve os contactos telefónicos da signatária e da sua família surripiando-os de bens de pertença de terceiras pessoas.
Já antes servira-se do número de telemóvel da signatária para desferir “ataques”, quer através de comunicações de voz que deixou gravados no sistema de voice-mail, quer através de comunicações escritas sob a forma de SMS.
Efectuou vários contactos utilizando o número de telefone do local de trabalho da signatária, vindo mais tarde a afirmar que teria sido ao contrário, olvidando-se que para além das chamadas terem sido testemunhadas e registadas pelos colegas que realizam o atendimento, estas ficam registadas nos números a partir dos quais foram realizadas, sejam eles pertencentes à V.Exª e/ou à sua empresa.
Quanto aos meios que utilizou na sua empresa no contacto com a minha, basta solicitar uma factura detalhada dos contactos telefónicos realizados entre as duas empresas para que sejam apurados factos.
Relativamente aos números pessoais da signatária e seus familiares, estes tiveram que ser cancelados com posterior atribuição de novos números, face às acções de V.Exª. A empresa fornecedora do serviço móvel facilmente poderá atestar esta informação.
Antes da alteração de um destes números de telemóvel, pertencente à mãe da signatária, esteve o mesmo, por sugestão de um agente da autoridade, encaminhado para a polícia judiciária, numa tentativa de por cobro aos insultos telefónicos praticados por V.Exª.
V.Exª assumiu que o mesmo estaria a ser atendido por alguém a fazer-se passar pela policia judiciária e colocou essa acusação por escrito, também para o endereço de electrónico da empresa da signatária, com falsas declarações e afirmações graves acerca da pessoa que presumia ser receptor das chamadas encaminhadas.
“enviou mails a insultar-me, a mim e à minha família;”
- V.Exª deve estar a fazer referência aos insultos que efectuou à minha família em geral e ao meu filho menor em particular.
Lamenta-se que mencione o facto de ter recebido e-mails com insultos a si e à sua família, e omita os que remeteu originalmente, bem como o facto que a correspondência mencionada foi resultado mínimo do auge das provocações remetidas por V.Exª quer por e-mails para o local de trabalho da signatária, quer através de comentários deixados nos espaços que a signatária administra na blogosfera.
V. Exª, tem vindo a realizar comunicações de voz e comunicações escritas, nomeadamente , reitero, comentários sob falsa identidade, nos espaços e endereços administrados pela signatária e por terceiras partes, onde efectua exactamente os insultos que atribui à signatária.
“enviou-me mails a denegrir o meu marido;”
- A signatária não coloca sequer a hipótese de denegrir o seu companheiro junto de V.Exª, o passado dele e a sua insegurança em relação a esse mesmo passado fala por si.
A signatária, manteve uma relação de 4 anos com o seu actual companheiro que terminou com uma traição deste, traição essa cometida com outra pessoa que não V.Exª, e com quem ele permaneceu durante um ano, para depois passar a ter uma relação consigo. Se a matéria original, nem sequer teve procedência em V.Exª, sendo que nem sequer conhece a signatária, e não tendo a signatária qualquer interesse pessoal, amoroso ou de amizade com o seu actual companheiro, decorridos 4 anos sem qualquer contacto entre as 3 partes a quem o assunto diria respeito, não se compreende porque insiste em afirmar que a signatária pretende reatar uma relação que já foi sepultada à muito tempo, mesmo antes de ele conhecer V.Exª.
Mais, a avaliar pelo teor de um dos seus últimos comentários deixados nos meus espaços acerca da sua vida pessoal com ele, é garantido que ele tem em casa quem zele pela sua imagem, obviamente não necessita de terceiros para o efeito, cita-se: “Se ao menos percebesses que comigo ele não é o elemento dominante, isso queria ele, eu nunca deixei... Se ao menos soubesses que comigo ele come na minha mão, se imaginasses o que ele mudou, quem ele é hoje, o marido e o pai que ele é. Ah, querida, ele também sabe quem eu sou, com imensos podres. Não sou uma santa como tu, tenho um passado com merdas como ele, e a maior parte das pessoas, e ele sabe. E sabe que não pode brincar! Por isso, e por tudo o mais, somos companheiros, cúmplices, amigos, amantes, tudo o que nem sonhaste ser com alguém.
Eu diria que nos merecemos, percebes? Tu és uma santinha, fofa. És pura e recatada.”
“escreveu nos seus blogs textos que me eram dirigidos, com provocações óbvias;”
Se V.Exª assume que as publicações nos espaços da signatária lhes são dirigidas, é com toda a certeza porque tem consciência das suas acções, caso contrário nunca as assumiria como pessoais.
“invadiu a minha conta de hi5 e uma conta de e-mail do Gmail;
roubou fotografias da minha pessoa;
criou um blog em meu nome, publicando o que lhe apeteceu, com fotos minhas;”
V.Exª deve estar a referir-se aos comentários que fez relativamente ao Hi5 do meu filho e aos pedidos de amizade que fez a pessoas da minha familia para acederem a um espaço, onde publica falsas acusações à minha pessoa.
Quanto aos blogues, refere-se com certeza aos que criou para o efeito que acima menciona, nomeadamente: Magnólia, Meu Adorado Diário (clone do Meu Querido Diário) e por ultimo A vida de uma mulher maravilhosa, cujos endereços teve o cuidado de me deixar nos comentários. (vide anexos)
“criou várias "personagens" na internet, deixando comentários nos seus próprios blogs, para que parecessem meus;”
Não foi a signatária que os criou, foi V.Exª, vitimiza-se mais uma vez e não assume a responsabilidade das acções que pratica…
Não faria sentido a signatária deixar comentários nos próprios blogues a insultar-se a si mesma e ao seu filho e restante família à mercê dos olhares mais indiscretos, além do mais existem pormenores pessoais que V.Exª relata, que não se poderiam identificar se não fosse V. Exª a autora.
Maria, Maria Papoila, Paula, Julia, Cristina, Marta e por último Maria da Fonte, não faria sentido a signatária denunciar as falsas entidades dos perfis blogger e dos blogs que cria e vai criando, quer ao Blogger, quer à ANACOM, quer à empresa prestadora de internet à empresa para qual V. Exª trabalha. (vide anexos)
“e finalmente, nos últimos tempos, criou mais uma personagem e um blog, onde debita as maiores ignomínias, fazendo como se fossem escritas por mim;
reencaminhou os comentários e o link para esse blog, ao meu marido, com o intuito óbvio de o envenenar contra mim, e fazer o que sempre ameaçou fazer desde o início: separar-nos.”
São escritos por si efectivamente, tanto o blog como os comentários que refere, já anteriormente praticou os mesmos actos, já anteriormente V.Exª atribuiu à signatária essa responsabilidade, depois apurou-se até por incongruências cometidas por parte de V.Exª, que as suas acusações são falsas. (vide anexos)
V.Exª cria espaços com o objectivo de difamar e insultar a signatária, para depois se vitimizar, quando alcançado o seu propósito elimina-os, como o fez com o último que criou. Registe-se que à data do e-mail que agora se responde foi o mesmo também eliminado.
Confirma a signatária o encaminhamento dos seus comentários ao seu actual companheiro. V.Exª não considera importante que o mesmo saiba o que decorre sobre si próprio sem o seu conhecimento?
É V.Exª que busca com as suas acções, a rotura da relação, ou quiçá pretende arranjar forma de atribuir a terceiros a culpa da ruptura se esta, infelizmente, se vier a verificar.
A signatária mantêm, respectivamente, os seus espaços há quatro e três anos consecutivos, e reserva-se o direito à liberdade de expressão e de publicar os seus escritos.
Não se não obriga, nem se convida V.Exª a frequentar e a opinar. Se o faz é por sua livre e espontânea vontade, não se compreende porque insiste em comentar e visitar espaços que diz serem prejudiciais à vida de V.Exª.
“A senhora não conhece limites e cada vez se torna mais perigosa.
Os danos que causou à minha vida pessoal foram demasiados. O assunto vai ser resolvido de uma vez por todas, posso lhe garantir.”
Quem desconhece os próprios limites é V.Exª, e os danos causados à sua vida pessoal foram apenas criados por si. Não mencione apenas os danos que lhe causaram, mencione antes, os que criou para si e aos outros.
V. Exª julga-se superior a tudo e todos, reserva-se o direito de ameaçar e insultar, alegando ter motivos, mas nunca refere que as poucas atitudes da signatária têm origem nos actos praticados por V.Ex ao longo de todo este tempo.
Faço votos para que as garantias dadas sejam cumpridas, assuma a responsabilidade dos seus actos, quer perante a sua família, quer perante a sua entidade patronal, a signatária assume as dela.
“Ainda pensei em ligar-lhe, mas não lhe dou essa confiança.”
Lamentavelmente deu… ligou por duas vezes para o meu local de trabalho, muito embora já lhe tivesse sido comunicado noutras ocasiões que a signatária, não atendia chamadas do foro particular durante as horas de expediente.
“Não perca tempo a reencaminhar este mail para o Jorge, porque como pode verificar vai ser enviado para as contas dele, cujos endereços você tão bem conhece.
Pode continuar a enviar mails para ele, em nome de uma tal Maria da Fonte. Ele agradece.”
Não perderia tempo, se V.Exª não tivesse colocado a situação no ponto em que colocou, ultrapassando todos os limites do razoável, quer a nível pessoal, quer a nível profissional, assim, não só perderei tempo a reencaminhar esta resposta e o e-mail de V.Exª para o seu companheiro, como também, seguindo os passos e à semelhança do que V.Exª teve a ousadia de efectuar, remeter o mesmo para os endereços geral e privado do seu local de trabalho, bem como dar conhecimento deste à entidade patronal da signatária. Não gostaria de ter que assistir a lamentações vindas por parte de V.Exª pelo facto, pois estou certa que assimilará que esta acção não é mais do que o alcance daquilo que buscava. Evite os seus problemas evitando causar problemas aos outros.
Agradeço que V.Exª remeta um pedido formal, de desculpas à empresa da signatária, pelo uso indevido de endereço de e-mail profissional, que assuma os seus gestos, que formalize as escusas pelas acções e difamações realizadas à signatária.
Mais se informa, que a signatária encontra-se ao inteiro dispor, não de V.Exª, mas da sua entidade patronal, para facultar documentos, prestar declarações e esclarecimentos que se entenda por convenientes acerca desta matéria.
Note-se que os endereços dos e-mails de terceiros foram protegidos dos documentos que se anexam, para garantir o direito à privacidade e o seu uso indevido por terceiros.
---- Mail Original ----
>>> On 17-06-2009 at 10:12, in message <41ca7260906170212p7e14159ei797718af0ef3942e@mail.gmail.com>, Cristina Silva <cpsilva67@gmail.com> wrote:
Carla Videira,
Venho por este meio comunicar-lhe que você foi longe demais na sua obsessão.
Neste últimos três anos, você:
- respondeu a anúncios de teor duvidoso em meu nome, dando o meu número de telefone e o meu nome;
- enviou mails a insultar-me, a mim e à minha família;
- enviou-me mails a denegrir o meu marido;
- escreveu nos seus blogs textos que me eram dirigidos, com provocações óbvias;
- invadiu a minha conta de hi5 e uma conta de e-mail do Gmail;
- roubou fotografias da minha pessoa;
- criou um blog em meu nome, publicando o que lhe apeteceu, com fotos minhas;
- criou várias "personagens" na internet, deixando comentários nos seus próprios blogs, para que parecessem meus;
- e finalmente, nos últimos tempos, criou mais uma personagem e um blog, onde debita as maiores ignomínias, fazendo como se fossem escritas por mim;
- reencaminhou os comentários e o link para esse blog, ao meu marido, com o intuito óbvio de o envenenar contra mim, e fazer o que sempre ameaçou fazer desde o início: separar-nos.
A senhora não conhece limites e cada vez se torna mais perigosa.
Os danos que causou à minha vida pessoal foram demasiados. O assunto vai ser resolvido de uma vez por todas, posso lhe garantir.
Ainda pensei em ligar-lhe, mas não lhe dou essa confiança.
Não perca tempo a reencaminhar este mail para o Jorge, porque como pode verificar vai ser enviado para as contas dele, cujos endereços você tão bem conhece.
Pode continuar a enviar mails para ele, em nome de uma tal Maria da Fonte. Ele agradece.
Cristina Paula Esteves da Silva